Presidente da Eletrobras pede renúncia, afirma empresa

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, pediu renúncia, informou a empresa nesta segunda-feira (14) em um comunicado ao mercado.

Com isso, o conselho de administração da companhia escolheu Ivan de Souza Monteiro para a vaga. Monteiro era, até então, presidente do conselho.

Ferreira assumiu a Eletrobras em setembro do ano passado. Antes, ele já havia exercido a presidência entre 2016 e 2021.

O comunicado da companhia não informa o motivo da saída.

Ferreira foi indicado para a Eletrobras pela primeira vez, em 2016, pelo ex-presidente Michel Temer. Antes, ele havia presidido a CPFL Energia por 18 anos.

Quando o ex-presidente Jair Bolsonaro assumiu, em 2019, Ferreira foi mantido no cargo.

Ele saiu em 2021 e voltou no ano passado, após a privatização da companhia.

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Como a principal cerveja dos Estados Unidos perdeu espaço para uma marca mexicana

A cerveja Bud Light, fabricada pela companhia Anheuser-Bush InBev, perdeu o posto de mais vendida dos Estados Unidos em maio deste ano para uma marca estrangeira.

Agora, a mais nova queridinha dos consumidores norte-americanos é a mexicana Modelo Especial, da companhia Constellation Brands.

Segundo os executivos da empresa, ultrapassar a Bud Light já era previsto. Isso aconteceu, no entanto, "mais rápido do que o esperado", disse o vice-presidente da companhia, Jim Sabia, conforme o jornal britânico "Financial Times".

A Bud Light foi a cerveja mais vendida dos Estados Unidos por mais de duas décadas.

Uma série de fatores ajudam a explicar esse movimento. Um deles tem relação direta com um caso de grande repercussão, em abril deste ano, que fez as vendas da Bud Light despencarem.

As perdas foram consequência do boicote de conservadores norte-americanos contra uma ação publicitária da Bud Light com uma influenciadora transexual. Na ocasião, as articulações dos conservadores geraram, em uma semana, queda de 17% em vendas da cerveja.

Apesar do forte impacto na marca, esse não foi o único fator que colaborou com a perda da predominância da Bud. Também entra nessa equação a grande influência da mudança do comportamento dos consumidores no país.

Esse movimento ocorreu em pelo menos dois aspectos:

Dados compilados pelo "Financial Times" mostram que o setor de bebidas dos Estados Unidos tem percebido, pelo menos desde 2010, uma queda no número de vendas de cervejas industrializadas. Enquanto isso, opções como as cervejas artesanais, destilados, vinhos e drinques prontos (enlatados, por exemplo) vêm em uma crescente.

O consumo da cerveja tradicional, produzida em larga escala, caiu de 24,6 bilhões de litros em 2010 para 24,1 bilhões de litros no país em 2022 — um recuo de 500 milhões de litros.

Por outro lado, as cervejas artesanais e os drinques prontos, por exemplo, cresceram 1,6 bilhão de litros e 1,9 bilhão de litros, respectivamente, no mesmo período.

Para analistas ouvidos pelo jornal norte-americano "The New York Times", além de os norte-americanos estarem bebendo menos cerveja, eles estão procurando por opções mais caras — o que inclui as importadas.

Esse comportamento é percebido especialmente no público jovem, que tende a querer cervejas novas ou diferentes das consumidas pelas gerações anteriores.

Há, nesse contexto, mudanças sociais do país — com forte influência dos mais jovens. À medida que mais latinos e hispânicos que vivem nos Estados Unidos passaram a atingir idade legal para beber (de 21 anos, segundo lei local), suas preferências impactaram o consumo geral de cervejas.

Segundo especialistas, o avanço da população hispânica no país — em sua maioria, mexicanos — ajudou a impulsionar o crescimento da Modelo. O jornal norte-americano "The Wall Street Journal" pontuou que, em 2019, os hispânicos correspondiam a 70% dos clientes da cerveja.

O crescimento, entretanto, não se limitou a esse público. Atualmente, a população não hispânica corresponde a 45% de sua base de consumidores, informou a Constellation Brands ao jornal.

Por outro lado, a Bud Light já apresentava tendência de queda. A troca de posição no ranking das mais consumidas, portanto, era questão de tempo na visão de analistas — mas foi antecipada pelo boicote de conservadores no caso da influencer trans.

Especialistas acreditam que a cerveja Michelob Ultra, também produzida pela AB InBev, possa ocupar o segundo lugar entre as mais vendidas, o que colocaria a Bud Light na terceira posição em algum momento.

A projeção é de grandes desafios não só para a companhia, mas para toda a indústria norte-americana de cervejas.

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