Após fuga de dois presos, Lewandowski determina revisão nas penitenciárias federais


Deibson Cabral Nascimento (esq) e Rogério da Silva Mendonça (dir) fugiram do presídio federal de Mossoró (RN)
Imagem: Arte UOL


 O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, adotou uma série de providências nesta quarta-feira (14) após a fuga de dois presos da Penitenciária Federal de Mossoró, região do Oeste do Rio Grande do Norte.

Entre as medidas está a revisão de todos os equipamentos e protocolos de segurança nas cinco penitenciárias federais.

Policiais rodoviários federais também foram acionados para ajudar na recaptura dos presos por meio da realização de monitoramento nas rodovias (veja lista completa abaixo).

Esta é a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, que conta com presídios de segurança máxima localizadas em Mossoró (RN), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).

No início da tarde, autoridades do Ministério da Justiça viajaram para Mossoró. Além do secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, também viajam o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Marcelo Stona, e o diretor de Inteligência Penitenciária, Sandro Abel.

A previsão, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), é de que seja criado um gabinete de crise com representantes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além do sistema de segurança estadual do Rio Grande do Norte.

Além de acionar grupos operacionais, o governo do Rio Grande do Norte também disponibilizou uma aeronave para auxiliar nas buscas – o presídio fica em uma área rural, a cerca de 15 quilômetros do centro de Mossoró.

Os dois presos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró foram identificados como Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, também conhecido como "Tatu" ou "Deisinho". A fuga foi nesta terça-feira (13).

Juntos, os dois têm mais de 80 processos judiciais no Tribunal de Justiça do Acre — estado de onde saíram transferidos para o Rio Grande do Norte — e somam 155 anos em condenações, de acordo com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC).

Os foragidos são ligados ao Comando Vermelho, de acordo com o Ministério da Justiça. A facção é a de Fernandinho Beira-Mar, que também está preso na unidade federal de Mossoró.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte confirmou durante a manhã desta quarta que recebeu solicitação de apoio para recaptura e "o apoio está sendo dado". A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte também informou que auxilia as operações de busca.

A Polícia Federal foi acionada para atuar na operação de recaptura dos fugitivos, e também para apurar a investigação das responsabilidades no episódio.


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